© 2020 Rogerio Amaral

Desenvolvido por Ayesha Lebed | branding+design

  • Facebook
  • YouTube
  • Twitter
  • Instagram
Buscar

Sem evolução


O retorno da dupla GreNal à Copa do Brasil nos apresentou uma realidade nada otimista.

Jogando em sua casa, a Arena, o Grêmio tinha o entusiasmo de contar com Éverton, o Cebolinha, goleador e melhor jogador da final da Copa América. Não foi o suficiente. Apesar de ter sido dele o gol gremista, num pênalti sofrido por ele próprio, o que se viu no time do Renato Portaluppi foi o mesmo de antes. Um excessivo e improdutivo toque de bola lateral, sem profundidade e sem ser contundente pra cima da defesa adversária. Isso sem contar que diversos jogadores estiveram muito abaixo do que podem produzir. Nem cito nomes, porque quando isso acontece o problema não é individual e sim do conjunto. O Bahia é que se apresentou melhor nesse aspecto. A equipe treinada pelo Roger Machado se mostrou coesa e aplicada em sua proposta de contra-ataques. Tanto que mesmo saindo perdendo, persistiu, chegou ao empate e, por muito pouco, não conseguiu a vitória.

Já o Internacional, jogando em São Paulo, foi o previsto a partir da escalação de jogadores de igual característica no meio-campo. Todos de condução de bola. Isso sem mencionar que Nonato e Patrick mais correm do que pensam o jogo. Nem falo das laterais que são zonas improdutivas, especialmente a esquerda onde Uendel, novamente, se mostra um jogador frágil, inexpressivo e sem qualquer vibração durante a partida. Por falar no setor defensivo, foi na bola aérea que o Palmeiras chegou ao seu gol da vitória, nada diferente do que conhecemos do estilo de Luiz Felipe Scolari. Já o time colorado foi tão previsível em sua maneira estática de jogar, com os jogadores atuando como se estivessem sobre trilhos, quanto era previsível a entrada de D’Alessandro na segunda etapa. Não foi o suficiente para mudar o resultado, mas mudou o andamento da partida. Tirou a velocidade do jogo e permitiu que o Internacional chegasse mais próximo à área adversária com os chutes de Nico López. Por sinal, ele era o único que chutava e foi substituído. Mas o técnico Odair Hellmann se superou mesmo quando tirou Guerrero de campo aos 47 do segundo tempo, dois minutos antes do encerramento. Aí fica muito difícil de aceitar.

Grêmio e Internacional podem se classificar, sim, às semifinais. Apesar do bom conjunto do Bahia e das excelentes individualidades do Palmeiras, ambos não têm nada de extraordinário. Só que a dupla GreNal tem de mostrar muito mais. Apesar de um bom período só treinando, o futebol apresentado ontem foi sem evolução. Em todos os sentidos.