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Idiota


O que era o cabelo do Neymar? O que era o individualismo do Neymar? O que era a encenação do Neymar? Perdoem-me os que admiram, acima de qualquer coisa, esse pseudo ídolo pré-fabricado por interesses que estão muito acima do futebol que admiramos e torcermos. Para aparecer e fazer frente a outros destaques da Copa da Rússia é preciso doação coletiva e não brilhatura pessoal. O cabelo pintado e modelado mostrou uma total falta de consciência do lugar que deve ocupar na seleção brasileira. Qual seja? O de liderar pelo talento que tem para jogar futebol. E ele o tem, não ignoro. Mas deve saber aplicá-lo em equipe. E aí vem a segunda pergunta. Prender a bola, tentar um drible desnecessário, perder lances armando contra-ataques adversários desprezando o jogo coletivo, é muito egoísmo. E a encenação a cada falta sofrida que nos levou a ser chacota na mídia internacional. Algumas mais duras, é verdade, mas nada que justificasse tamanho teatro. Neymar havia melhorado sua participação em função do time logo após Tite ter assumido o comando da seleção brasileira. A volta do individualismo e a procura em se destacar mais do que os outros de qualquer maneira, parece coincidir com a ida para o PSG, onde Neymar tem uma necessidade de ser protagonista acima de tudo e de todos. Notícias vindas de Sochi, onde a seleção está concentrada, dão conta de que ele teria cortado e normalizado o cabelo. Tomara seja verdade e que tenha repercussão também em seu comportamento dentro de campo, sendo mais solidário e objetivo. Que assuma seu papel de craque, no sentido amplo, e não seja o idiota que foi na estreia da seleção brasileira.

estréia da seleção brasileira.


© 2020 Rogerio Amaral

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