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Contra-ataque


O Internacional melhorou em relação o que apresentou na estreia do Campeonato Brasileiro, diante da Chapecoense. Na vitória por 2 a 1 contra o São Paulo, com dois gols de Sasha, foi um time firme na defesa, consistente no meio-campo e efetivo no ataque. Vacilou algumas vezes, é verdade, mas em lances de erros individuais. O esquema do técnico Argel funcionou e bem. É verdade, também, que jogou como gosta, fechado para forçar a retomada da bola e sair no contra-ataque. Ainda precisa ter uma transição mais rápida para que os atacantes consigam criar mais situações de gol, mas já melhorou. E muito.

Vocação

Escrevi, na sexta-feira, que o sistema com três volantes para ser vitorioso precisa que dois deles tenham vocação e liberdade para chegar no ataque. No caso do jogo com o São Paulo, o Internacional teve no Fabinho esse jogador. Faltou o outro para pressionar mais. Só que a proposta era manter Fernando Bob e o estreante Anselmo na proteção defensiva. No segundo tempo, com a entrada de Nilton no lugar de Anselmo, que saiu lesionado, o time poderia ter atuado assim. Só que o São Paulo, perdendo, se atirou à frente e exigiu maiores cuidados defensivos. Ainda mais após a expulsão de Alex. É pena que Nilton esteja saindo do Internacional. Seria muito útil.

Substituto

Um chute, um cartão amarelo e muitas faltas. Esse o resumo da estreia do volante Anselmo que não me parece ser o jogador que o Internacional precisa para resolver seus problemas. Para compor no banco de reservas está bem e não mais que isso. Inclusive o lance que determinou sua lesão, foi uma falta cometida por ele. Já o goleiro Danilo Fernandes mostrou o que se esperava e que justificou sua contratação. Tranquilidade, colocação e duas excelentes defesas. Mesmo perdendo o goleiro da seleção brasileira, não há o que se preocupar. O Internacional tem um substituto de altíssimo nível.

Drible

Faz algum tempo que tenho dito, o Internacional não necessitar de laterais. Tem dois bons valores como titulares e reservas corretos. Na partida contra o São Paulo, pela esquerda, Arthur teve de ser mais contido porque tinha o rápido e chato Kelvin pela frente. Na direita, William pode aparecer mais no ataque, como gosta de fazer. Mas ambos têm uma qualidade que admiro e apoio. O drible. São jogadores que ousam fazer essa jogada que abre caminhos. E foi assim no lance maravilhoso do gol da vitória colorada onde William teve ousadia, velocidade e qualidade para, sozinho, puxar o contra-ataque.

Magro

Como os jogos foram no mesmo horário, não pude acompanhar em detalhes a partida do Grêmio diante do Flamengo. O placar magro de 1 a 0, gol de Fred na cobrança de escanteio, já demonstra alguma dificuldade que teve a equipe. Tanto é assim, que o técnico Roger para o segundo tempo retirou o centroavante fixo Bobô e colocou o atacante de movimentação Éverton. Melhorou bastante o desempenho em campo, chegando à vitória. A estreia de Edílson na lateral direita já deu outro posicionamento ao time, que ainda precisa de ajustes e contratações.

Ansiedade

O torcedor gremista pode já ter deixado para trás as eliminações no Gauchão e Libertadores, mas não esconde a sua frustração pelos últimos anos sem grandes conquistas. Só por isso é que se explicam as vaias ainda no primeiro tempo. Sei que é muito difícil, principalmente porque existia a expectativa concreta em ganhar o Campeonato Gaúcho. Mas nessa hora é preciso algo quase impossível para a passionalidade do torcedor que é a paciência. A ansiedade de vencer que vem da torcida pode transformar o aliado em adversário e por tudo a perder novamente.


© 2020 Rogerio Amaral

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